Fortalezas

Alterar Idioma

De acordo com o anteriormente exposto, percebe-se como a defesa fronteiriça se baseava na existência de pares opostos ou conjuntos fortificados que se “observavam” de um lado e outro da fronteira, “Valença frente a Tuy, Monção opuesta a Salvatierra y, rio abajo, Villanova de Cerbeyra y Caamiña contrarrestando a Goyán y La Guardia, constituían la cadena de fuertes en la frontera del bajo Miño” . 27

Estes sistemas fortificados defendem tramos concretos do rio Minho, pelo que têm, em muitos casos, uma profunda relação com as zonas de passagem natural (como pode ser o corredor existente entre Porriño - Tui - Valença), ou locais onde existiram pontos de travessia e ligação sobre o Minho (como é o caso das pontes de barcas como a que ligava Salvaterra a Monção ou a de Goian - Vila Nova de Cerveira - São Lourenço). Curiosamente, muitos destes pontos de ligação e atravessamento principais, mantêm ligação com os elementos que na actualidade, exercem função idêntica (Tui - Valença). 28

Noutros casos teria sido o próprio contexto histórico a determinar o agrupamento das fortalezas em zonas ou sistemas, devido à sua proximidade geográfica ou por formarem parte de um sistema defensivo único, como no caso do Forte de Medos e do de Amorim. Estes são construídos como defesa de Tui, pelo lado Oeste, perante a ocupação do sistema de Goian por parte dos portugueses, logo associam-se a este último. No caso do Forte de Amorim, para além da defesa da Praça de Tui, tem também, uma função de protecção dos caminhos de comunicação.

 

27 in Rodríguez-Villasante, p.94; 28 in Plano Director das Fortalezas Transfronteiriças no Tramo do Baixo Minho, p.19