Introdução

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Capa LivroO Plano Director Conjunto das Fortalezas Transfronteiriças do Vale do Minho / Baixo Miño, é uma publicação conjunta da Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho e da Dirección Xeral de Patrimonio Cultural da Consellería de Cultura e Deporte da Xunta de Galicia, cujo objectivo visa a análise dos sistemas fortificados de ambas as margens do rio Minho numa perspectiva sistémica e integrada.

Na sua origem encontram-se dois planos anteriores: o Plano Director das Fortalezas Transfronteiriças do Vale do Minho e o Plano Director das Fortalezas Transfronteiriças do Baixo Miño; os quais evidenciam, de forma inequívoca, a necessidade de articular e concertar a informação compilada acerca dos sistemas fortificados que se desenvolveram nas margens do Minho, mediante uma abordagem conjunta, a qual muito contribuiria para aprofundar o conhecimento acerca deste património.

A importância estratégica e militar das fortalezas, objecto deste estudo, deriva da sua localização, a qual depende claramente das relações que se estabelecem com o rio Minho. Ao longo da história da região Norte de Portugal/ Galiza este rio tem representado distintos papéis. Factor de separação em determinadas etapas históricas, converte-se noutras num poderoso elemento de união dos povos português e galego. Deste modo, também as fortificações implantadas na sua margem, enquanto elemento de defesa fronteiriça, podem converter-se em mais um factor de aproximação.

A defesa fronteiriça baseava-se, como se observa nos magníficos desenhos de Duarte D`Armas, na existência de pares opostos ou conjuntos fortificados, edificados em ambos os lados da fronteira. Construídos com objectivos da conquista e ocupação, têm geralmente correspondência entre si, uma vez que defendem tramos específicos do rio Minho, ou que pretendem dar resposta a determinado acontecimento histórico que colocou em risco a estabilidade da fronteira.
Actualmente, são precisamente estas interacções e relações que se estabelecem nos conjuntos fortificados de ambas as margens do rio Minho que os identificam hoje como elementos únicos e singulares dentro da Europa.

O seu estudo numa perspectiva integrada, colocaria em evidência, não só o seu valor documental, ou patrimonial, mas também as suas potencialidades enquanto recurso cultural e turístico endógeno, transformando-se numa plataforma de conhecimento a partir da qual se poderia também construir uma perspectiva comum e concertada, no que diz respeito às estratégias de valorização das Fortalezas Transfronteiriças do Vale do Minho/Baixo Miño.