Metodologia

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O Plano Director Conjunto das Fortalezas Transfronteiriças do Vale do Minho, tal como anteriormente referido, tem por base dois planos anteriores: o Plano Director das Fortalezas Transfronteiriças do Vale do Minho e o Plano Director das Fortalezas Transfronteiriças do Baixo Minho, pelo que foi necessário encontrar uma metodologia ajustada à análise conjunta e uniforme de informação recolhida, segundo abordagens e metodologias distintas.

Neste âmbito, o Plano Director das Fortalezas Transfronteiriças do Vale do Minho, apresenta duas vertentes:

• Pesquisa documental que permitiu um levantamento
bibliográfico e documental susceptível de fornecer elementos que enriquecem o conhecimento da evolução das estruturas fortificadas ao longo do tempo. Bem como a sua valorização num contexto mais global, ou seja, que estes bens culturais fossem entendidos em função não apenas da região onde se inserem - o vale do Minho - mas também como elementos fundamentais para a compreensão de situações mais vastas e complexas.

• Diagnóstico ambiental, urbanístico, arquitectónico e
estrutural, analisando e registando a situação actual dos monumentos.

Em termos interpretativos, este Plano Director assenta numa abordagem em que se dá maior relevância a parâmetros como a envolvente do monumento, a sua descrição arquitectónica, a identificação das principais patologias estruturais e construtivas. Ainda que se trace uma breve evolução histórica dos monumentos, privilegiam-se aspectos de conservação e protecção jurídica, do monumento e da sua envolvente, propondo-se medidas cautelares urgentes. A questão da zona envolvente assume uma importância destacada, uma vez que se considera um elemento essencial para a protecção do monumento.

O Plano Director Conjunto das Fortalezas Transfronteiriças do Val do Miño, Baixo Miño, parte igualmente de:

• Uma análise documental intensiva, incidindo quer numa
perspectiva histórica, como tipológica e construtiva; uma análise da documentação fotográfica histórica e contemporânea, através da qual se podem aferir níveis de conservação/ degradação dos monumentos.

• Um levantamento cartográfico de todos os monumentos.

• Numa segunda fase é realizada a análise individualizada de
cada uma das fortalezas, incluindo uma memória histórica, uma memória descritiva e um diagnóstico arqueológico, orientado para o estabelecimento de uma estratigrafia completa de todos os monumentos.

Tendo em conta a orientação distinta de ambos os Planos, considerou-se como abordagem mais adequada num Plano Director Conjunto ressaltar os elementos comuns aos dois planos. Assim, após um breve enquadramento ambiental e descrição histórica, em que se procura essencialmente ressaltar os momentos históricos comuns, irá realizar-se uma descrição das principais fortificações, salientando os aspectos que lhes imprimem identidade histórico-cultural.